Saiba tudo que está acontecendo na Fazenda da Esperança.
Sabe aqueles momentos da vida em que a pessoa não sabe mais o que fazer ou a quem recorrer? Falta dinheiro, estrutura familiar, amor e paz de espírito. Até que, então, a solução parece prática e de fácil acesso com o uso de drogas. Mas, com o tempo, a aparente resolução de conflitos mostra-se como um agravante em potencial e acaba levando os usuários a um abismo sem fim. São em locais como as Fazendas da Esperança onde dependentes químicos têm a oportunidade de se reabilitarem e de renascerem com Cristo. Para celebrar o trabalho desenvolvido pelas instituições, bem como aqueles no caminho da reabilitação, o Bispo de Caruaru, Dom Bernardino Marchió, e o coordenador da Pastoral, Padre Antonio Mota, presidiram uma missa na capela da Universidade Católica, na noite desta segunda-feira (23). O evento, organizado pelo Centro de Ciências Sociais (CCS) e pela Pastoral da Unicap, contou com a presença de jovens e funcionários do projeto.
...De acordo com Carlos Eduardo Vasconcelos, 17, da Fazenda Santa Rosa de Garanhuns, ele está há 11 meses na tentativa da reabilitação. O jovem, que espera ser liberado mês que vem, teve uma vida nada fácil. Com o pai alcoólatra, mas falecido já há 10 anos, Carlos era vítima de maus-tratos físicos e verbais. Por motivos de “broncas familiares”, como ele mesmo assim definiu sua situação, o rapaz foi conduzido ao mundo das drogas. “Eu usava drogas para esquecer meus problemas de casa. Até que, após duas internações no Caps, minha mãe e minha namorada me ajudaram a encontrar uma forma de sair de tudo isso. Foi quando eu procurei na internet e conheci a Fazenda da Esperança”, falou, observando que, além de ter sido convidado a deixar as drogas, também se sentiu motivado a mudar totalmente de vida. “Porque do que adianta eu parar com os vícios se eu continuo sendo uma pessoa ruim e que tem atitudes negativas?”, questionou. E finalizou: “Com a palavra de Deus me converti e fiz crisma Hoje, costumo dizer que a vida não é mais minha, mas é de Deus”, finalizou...
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Fonte: Rebeca Kramer