Arcebispo de Aparecida realiza gesto do “Lava pés”

Por ocasião da festa em comemoração pelos 30 anos da parte feminina, evento que reuniu aproximadamente 1500 pessoas, Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida presidiu a Missa de encerramento, após a Premiação Pomba Dourada da Paz.  Durante a celebração dominical pediu licença a todas as pessoas presentes para realizar um gesto, o beijo, parte do rito do Lava pés, de muito significado para os cristãos.

A ação ocorre, na maioria das vezes,  na quinta-feira, da Semana Santa, que antecede às celebrações da Páscoa e Ressureição.  Dom Orlando, orientou que naquele momento através do beijo dado nos pés de Frei Hans, todos beijassem também os pés de quem leva a esperança e a paz no mundo inteiro.

Na audiência geral que antecedeu a Semana Santa de 2016, o Papa Francisco explicou o significado do lava-pés, esse gesto de Jesus na Última Ceia que foi “tão inesperado e chocante” a ponto de que “Pedro nem queria aceitá-lo”.

Quando se abaixou até os pés dos discípulos e os lavou, Jesus quis deixar claro que se fez servo e que nós também devemos ser servos uns dos outros: “Também vós deveis lavar os pés uns dos outros”, afirma Ele, explicitamente, em Jo 13,12-14.

Servir

Ser “servos” uns dos outros nada tem a ver com “servilismo” ou “escravidão”: trata-se do “mandamento novo” do amor real ao próximo através do “serviço concreto”, e não apenas “de palavra”. O amor é um “serviço humilde”, concretizado “no silêncio”: “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita”, pede Ele, em Mt 6,3.

Dom Orlando, impôs as mãos sobre Frei Hans e convidou os participantes da Missa que com um gesto, serviço de humildade, rezassem naquele momento pela saúde dos pés do fundador da Fazenda da Esperança.

 

Perdoar

O lava-pés representa o chamado de Jesus a “confessarmos os nossos pecados e a rezarmos uns pelos outros, para saber-nos perdoar de coração”. O papa Francisco evocou neste sentido um texto de Santo Agostinho: “Não desdenhe o cristão fazer aquilo que Cristo fez. Porque quando o corpo se inclina até o pé do irmão, acende-se no coração o sentimento de humildade, ou, já se existisse, é alimentado (…) Perdoemo-nos os nossos erros e rezemos uns pelo perdão dos pecados dos outros. Assim, de algum modo, lavaremos nossos pés mutuamente”.

Ajudar

O papa recordou as pessoas que vivem a vida inteira “no serviço dos outros” e, como exemplo, contou que recebeu uma carta de uma pessoa agradecida por este ano da misericórdia: a pessoa em questão “me pediu rezar por ela, para que ela esteja mais perto de nosso Senhor. A vida dessa pessoa era cuidar da mãe e do irmão; a mãe está de cama, idosa, lúcida, mas sem poder se mexer; e o irmão é deficiente, numa cadeira de rodas”. Francisco resumiu duas vezes este caso declarando: “Isto é amor!”.

Por isso, “Toda a ação da Fazenda da Esperança é um lava pés”, afirmou Dom Orlando Brandes durante a Missa de encerramento na festa de 30 anos da Fazenda da Esperança feminina.

 Por: Leticia Dias com informações de Aleteia

 

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