De uma luta difícil ao retorno à vida

Até o começo deste ano, Torsten Brylak lutava consigo mesmo pela vida. Hoje ele fala direto da Fazenda da Esperança em Markee (Nauen), na Alemanha, sobre a sua luta contra o alcoolismo e os perigos do vício. Ele contou sua história para o Jornal MAZ, do estado de Brandenburg.

Markee. Aqui, onde está localizada a Fazenda da Esperança, existia há 20 anos apenas esterco de ovelhas e construções degradadas. Através de muito esforço, tornou-se uma fazenda onde pessoas viciadas encontram apoio. E assim como a fazenda foi restaurada, os dependentes químicos tentam nela reorganizar suas vidas.

 

De volta à Sociedade

Entre os que na Fazenda encontraram um caminho de volta à sociedade está Torsten Brylak. Em um domingo na Fazenda Gut Neuhof, ele contou sua história. Agora Brylak é voluntário, e esclarece os perigos das drogas e do álcool. Mas em janeiro deste ano, ele procurou ajuda da Fazenda em Xanten – Alemanha. “Tudo começou há cerca de dez anos”, disse Brylak.

Ele se sentiu exposto a uma forte pressão. O assistente social estava empregado como responsável de um lar infantil. Além disso, ele fazia música e organizava projetos em circo. “Eu nunca  conseguia dizer não se alguém quisesse algo.”.

A garrafa deveria trazer o descanso

Não havia tempo para relaxar e Brylak recorreu ao álcool. “Eu bebi para lidar com meus medos e para acabar com a depressão”, diz o homem de 50 anos. O processo foi rastejando e Brylak pensava sempre que ele controlava seu comportamento de beber. A esposa dele falou um dia sobre o consumo de álcool: “Ela dizia que eu bebia demais e depois me deu muito apoio para mudar isso”, disse Brylak.

Sua esposa o levava regularmente para grupos de autoajuda. Infelizmente isso não ajudou. Brylak perdeu o emprego e continuou a beber. Também durante o dia e até duas garrafas de Vodka. “Minha esposa fez a única coisa certa para ela e para nossos dois filhos: ela se separou de mim.”.

12 desintoxicações sem sucesso

Na última década, Brylak passou por mais de 12 desintoxicações, mas nunca conseguiu ficar sem usar drogas por mais de quatro semanas. Ele viveu isolado. “Para mim aquilo tanto fazia naquela época. Mesmo que eu nunca quis cometer suicídio, eu não me importava se acordaria no dia seguinte”.

Quando Brylak foi levado para um hospital, foi um amigo que o colocou no caminho certo ao dizer: “ou você enche a cara até a morte ou começa a viver”.

Na Fazenda em Xanten, conseguiu completar um ano de terapia contra o seu vício. Tem contato com seus filhos e ex-esposa e voltou a fazer música novamente.

Comunidade, Trabalho significativo na Fazenda, espiritualidade

O fato de ter dado certo a sua recuperação na Fazenda, em sua opinião, está na combinação de: comunidade, o trabalho na Fazenda e a espiritualidade. “Eu recebi muito das pessoas, agora sou capaz de dar algo de volta”, disse Brylak.

“Agora estou aqui em Markee até a metade de dezembro e converso com adultos ou estudantes sobre os perigos dos vícios”. E Brylak sabe uma coisa perfeitamente: “Eu nunca trocaria minha vida atual por uma cerveja “secretamente” atrás de um mato”.

Por Vivien Tharun

Tradução Leticia Dias

 

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