Reflexão do mês de novembro

Jesus Eucaristia

De fato a Eucaristia pode ser vista (e na realidade isso acontece entre muitos cristãos) apenas como um alimento, que nutre a nossa alma especialmente, que deve ser recebido no mínimo uma vez por ano ou em todas as festas ou aos domingos e – por que não? – todos os dias; se é Nosso Senhor em pessoa, a quem dedicamos a nossa adoração e as nossas orações, vimo-la e vemo-la no Movimento do Focolares também pelo que ela produz: a unidade. E aqui está o “algo mais”.

É a Eucaristia que nos dá aquela graça que devemos esperar quando vivemos o Mandamento Novo, para experimentarmos a unidade, Jesus entre nós.

Ainda na antes de conhecermos essa sua qualidade (vínculo de unidade), o Espírito Santo já a conhecia, o qual, porque nos havia chamado para o Ideal da unidade, estimulava todos nós a nos alimentarmos do Corpo e do Sangue de Cristo.

Como crianças recém-nascidas se nutrem instintivamente no seio materno, sem saber o que fazem, do mesmo modo notamos um fenômeno desde o começo do Movimento: quem se juntava a nós começava a frequentar a santa Comunhão todos os dias.

Como se explica isso?

Aquilo que é o instinto para o recém-nascido é o Espírito Santo para o adulto, recém-nascido para a nova vida que o Evangelho da unidade traz. Ele é impelido para o “coração” da Madre Igreja e se alimenta do néctar mais precioso que ela possui.

Mas logo nos conscientizamos de uma coisa: pareceu-nos sintomático que Jesus, dirigindo-se ao pai, na famosa oração, tenha pedido unidade, entre os seus e entre aqueles que haveriam de vir, depois de ter instituído a Eucaristia.

A unidade alcança a sua plenitude mediante a Eucaristia.

A unidade só pode ser vivida plenamente mediante a Eucaristia, que, pelo amor, nos faz não apenas um, mas concorpóreos e consanguíneos com Cristo e entre nós. (Um Novo Caminho, p. 55)

 

Para aprofundar a reflexão sobre a temática

deste mês, indicamos o livro Jesus Eucaristia

de Chiara Lubich (Ed. Cidade Nova, 2014)

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