Tema de agosto – O Irmão

No caminho coletivo, conhecemos também a solidão e o silêncio, para ouvir bem a voz de Deus no próprio coração; para pôr em prática o convite de Jesus a se enclausurar no próprio quarto para rezar e abismar-se na união com Deus, como Ele mesmo fazia na montanha; para evitar as palavras inúteis… e fugirmos dos outros se nos levam ao pecado, mas, em geral, acolhemos os irmãos, amamos Cristo no irmão, em cada irmão. Cristo que pode estar vivo nele ou pode renascer inclusive pela ajuda que nós lhe oferecemos. Queremos nos unir com os irmãos em nome de Jesus, a fim de ter garantida a sua presença em nosso meio (cf. Mt 18,20).

Nas espiritualidades individuais, estamos como em um magnífico jardim (a Igreja) e observamos e admiramos principalmente uma flor: a presença de Deus dentro de nós. Numa espiritualidade coletiva, amamos e admiramos todas as flores do jardim, cada presença de Cristo nas pessoas. E a amamos como a sua presença em nós.

E, já que também o caminho comunitário não é, e nem pode ser apenas caminho comunitário, mas é também plenamente pessoal (devemos pensar que nos apresentaremos sozinhos diante do juízo final de Deus), é experiência geral que, quando nos encontramos sós, depois de ter amado os irmãos, percebemos na alma a união com Deus. De fato, basta pegar, por exemplo, um livro para fazer meditação, que Deus, no íntimo, quer que falemos.

Por isso, pode-se dizer que quem vai ao irmão de modo correto, isto é, evangélico, amando como o Evangelho ensina, descobre-se mais Cristo, mais homem.

Para aprofundar a reflexão sobre a temática deste mês, indicamos o livro – O Amor ao Irmão, de Chiara Lubich (Ed. Cidade Nova, 2013)

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