Evento une Fazenda e CAPS em Propriá/SE

No dia 5 de dezembro, foi realizado no município de Propriá-SE o evento Toda Vida tem Esperança. A ação organizada pela Fazenda da Esperança, por intermédio do voluntário Sérgio Botelho, em parceria com o Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) Irmã Augustinha, contou com a presença de autoridades municipais e episcopal, bem como dos assistidos pelo CAPS e seus familiares.

De acordo com Josecleres Silva, coordenadora do CAPS, o evento teve o objetivo de despertar na sociedade e nas autoridades competentes a importância de se voltar às atenções para a saúde mental da população. “Propriá tem mais de 100 dependentes químicos e alcóolicos e nós queremos reduzir esse número”, comentou Silva.

Josecleres Silva ainda destacou que os principais problemas ligados à reabilitação dos dependentes estão relacionados à manutenção dos acolhidos no tratamento e à posição da família, que os ignoram ou os colocam em descrédito.

Família e acolhimento são termos que andam juntos nas Fazendas da Esperança, como destacou o Dom Mário Rino Sivieri, que também é co-fundador da Fazenda da Esperança em Sergipe. “Lá na fazenda quem administra as coisas são aqueles que a sociedade diz que não presta, e isso é resultado da forma que tratamos nossos jovens, o que prova que somente o tratamento com medicamentos não resolve. A ciência e as comunidades terapêuticas devem andar juntas”, argumentou Dom Mário.

Na oportunidade, o representante do Grupo Esperança Viva (GEV), Luciano Santos, contou sobre as ações preparatórias para os usuários que desejam ser acolhidos na Fazenda da Esperança. “Semanalmente nos reunimos na frente da casa do Bispo Dom Mário para preparar aqueles que vão entrar nas Fazendas da Esperança e para acompanhar aqueles que já concluíram sua recuperação”, detalhou Santos.

Para o responsável da Fazenda Santa Rita, Maxwell Batista, somente o fato dos acolhidos poderem dialogar de igual para igual com os usuários de Propriá, contando as suas histórias de vida e de superação, é um grande incentivo para os acolhidos da unidade da Fazenda. “Isso é importante para nós e para os acolhidos pelo CAPS, porque estamos mostrando, através dos nossos relatos, que toda vida tem esperança. Um exemplo disso sou eu, que vim das ruas, estou recuperado e hoje dedico minha vida ao trabalho voluntário”, destacou Batista ex-dependente alcoólico.

A ação foi elogiada por familiares e dependentes químicos propriaenses, como comentou Maria da Conceição, de 48 anos. “Hoje nós podemos conhecer uma alternativa que pode nos reabilitar de fato”, comentou.

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