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Jovens recuperandos e recuperandas, voluntários da esperança, embaixadores da esperança e amigos que contam suas experiências realizadas na Fazenda da Esperança e sob o estilo de vida da comunidade terapêutica.

Partilhar nossa experiência

Amie e RochenA responsável pela Fazenda da Esperança feminina das Filipinas, Marineia Pereira, escreve para compartilhar uma experiência que viveram recentemente. Boa leitura!

Pela manhã quando estávamos na capela para nossa meditação, começou uma chuva muito forte. Em seguida recebemos a ligação da Fazenda masculina e era os meninos dizendo que não iam para a cidade levar os produtos, porque a chuva era forte demais. A Mamang que vende na loja da Fazenda na cidade os produtos, ligou e disse que não seria possível vender e para nós não mandar.

Amie e eu ficamos preocupadas, mas logo Amie me disse que venderia nas ruas do nosso bairro. Para mim era quase impossível pois, com chuva forte, não conseguiriam, mas ela junto com Rochen, ex-recuperanda, prepararam-se e foram.

Eu fui pegarágua na Fazenda dos meninos, após mais ou menos 20 minutos que elas estavam vendendo, mandaram-me uma mensagem que dizia ter vendido tudo. Veio uma alegria muito grande no meu coração, logo pensei, isso é vida, esforço, acreditar no amor de Deus.

Quando as encontrei voltando da Fazenda masculina, elas estavam muito felizes.

Amie: “eu estava preocupada pois sabia que não tínhamos dinheiro para as compras. Com a chuva veio no coração uma dor, tristeza, e as meninas já tinham feito o produto para as vendas, mas logo, entendi que tinha que fazer algo. Então pedi ao padrinho da fazenda dos meninos para ajudar com uma venda do bolo de mandioca e fomos vender os bolinhos de coco nas ruas. E na rua quando batia nas casas, eu sentia frio, mas vendo as pessoas comprar e o esforço de Rochen me dava força. Eu vi a providência chegar porque também fazia a nossa parte, Deus ajuda mas temos que fazer algo. Também tinha no coração que tinha que fazer minha parte, ser testemunho para as meninas também.”

Rochen: Quando eu ouviu na capela que falava sobre os produtos que tínhamos que vender, mas não podia por causa da chuva forte eu fiquei preocupada, porque sabia que não tínhamos dinheiro. E quando soube que os meninos também iam ajudar a vender um bolo eu disse pra mim mesma, tinha que fazer minha parte. Então me ofereci para vender, sentia frio, gritava nas ruas, batia nas portas, mas com uma alegria muito grande que não posso explicar. Feliz porque não era para mim e sim para minha comunidade, por amor a Deus.”